Escrever é como
mascar chicletes:
uma hora perde-se
o gosto.
É para quem tem
bom senso
e eu estou desvairada
de amor
pela década de noventa
pela tia do jardim-de-infância
pelas listas telefônicas
que não existem mais.
Quem olhar fininho
dentro de mim
vai ver um prado
arado por dois bois
e escondida
lá no fundo
trás duma árvore
eu
rindo
sem dentes
todos os meus
sete anos.
Um comentário:
Não jogue este chicletes fora. Continue mascando, pois parece que ele ainda está longe de perder o gosto.
Bjos
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