Watson, seu desgraçado.
Você,
não-proletário,
você que não ganha
salário de fome,
você que não tem
cinco filhos,
você que não gosta
de samba.
Ah, seu falsário.
Você e essa maldita pinga.
Você come pinga.
Porra,
Você mija pinga,
Seu desgraçado.
Você que é pinguço,
você que é otário,
você que não é bandoleiro.
Watson, seu moleque.
Seu moleque safado.
E o meu testamento?
E os meus dias de glória?
“Saio da vida para entrar na História...”
História?
Que sabe você?
Eu ainda nem sou um mito
e você não colabora...
Watson.
Eu sou de carne e osso.
Eu sou o seu pai.
Watson!
Você nem liga de me ouvir
falar grosso.
Você nem tem medo
d’eu te prender.
E a censura?
E os direitos civis?
Você não liga!
Você não liga!
Ah eu vou te morder
Ah eu vou te culpar
Pior:vou te entregar aos comunistas.
Watson, seu ingrato.
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4 comentários:
Ellen o blog está muito legal, e o seu primeiro texto tah muito foda!Mas isso tudo me parece muito elementar minha cara...
Então, não há muito o que ser dito além de que:Realmente, todos precisamos de um amigo!Principalmente p/ desabafar...
Bjus!!!
Diria mais:
Precisamos de pelo menos dois amigos, pra poder comparar opiniões.
Ellen, um beijão e parabéns pelo blog. :)
Achei bem interessante. A criação literária também declara independência do criador!
Beijo Ellen,
Vitor
P.S.: Já pus o link!
Dentre todas as suas obras poéticas - frutos de uma inveterada carreira inaugurada com a alfabetização -, duvido haver uma sequer que não tenha passado pelo meu juízo fraterno. Nem tão ajuizadas ou fraternais com os poemas, minhas opiniões sempre transbordaram de orgulho por você, cuja óbvia vantagem sobre o que quer que faça é estar além de qualquer crítica. Beijo do irmão Isaac.
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