Renego o amor plástico, com suas miudezas cirúrgicas.
Amor de espelho, de dama e cavalheiro.
Amor antiquado, sempre impermeável às irreverências
Do meu, do seu – do nosso – cotidiano.
Amor é plural e prosaico,
é o vivo , é o ato.
_Não aos cânticos de Glória, ao amor
de picos, fora do alcance das mãos,
das bocas, dos seios.
_Não aos eufemismos dos contos-de-fada,
onde os principados vivem eternas luas de mel..
‘E viveram felizes para sempre’-o príncipe, a princesa
e os jovens leitores que ainda acreditam na cegonha.
Chega de paixão cósmica, de Vênus,
De combinações astrológicas.
Leio:
“O príncipe levou-a pela mão. Sem champanhe, sem grinalda,
sem ponte levadiça. Um quarto próprio,
um sorriso encantado.
_E os pêlos do tornozelo dele grudaram na colcha de chenile...”
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2 comentários:
Perfeito! That's really love, actually
Ih, olha o Isaac aí.
:)
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